quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Como está seu Cha?

Já estive algumas vezes "disponível no mercado de trabalho", ou seja, desempregada, mas prefiro utilizar o termo "PHD" que aprendi com um amigo, que quer dizer “Por Hora Disponível”.

Um termo menos pesado, já que nos condiciona psicologicamente a pensar positivo ao acreditar que esta é uma condição transitória e momentânea, já que o psicológico neste momento é muito importante.

Como profissional de RH, uma das minhas responsabilidades é o Recrutamento e Seleção, trabalhando as vagas disponíveis na empresa e selecionando as pessoas ideais para preencher essas vagas.

Uma tarefa árdua essa de recrutar e selecionar pessoas! 

O RH recebe centenas de currículos todas as semanas, indicando a quantidade de profissionais disponíveis no mercado, há todo o tipo de profissional: 

- Experientes;

- Com pouca experiência;

- Profissionais temporários; 

- Profissionais portadores de necessidades especiais;

- Profissionais sem experiência alguma; 

- Profissionais acima dos 50 anos;

- Profissionais com nível superior; 

- Profissionais que nem chegaram ao ensino médio. 

Enfim, lidamos com profissionais com todos os perfis possíveis e podemos concluir que, com tantos perfis distintos, nada mais natural que a concorrência seja enorme e que o diferencial torna-se essencial.

O fato é que graças à agilidade e exigências do mercado, o PHD deve se destacar dos seus concorrentes mas você sabe o que é CHA - um dos conceitos utilizados no processo de recrutamento e seleção.


Para contratar um profissional existem dois tipos de análises que devem ser feitas:

- Uma que visa o desenvolvimento do trabalho em si e

- Outra que visa as características pessoais necessárias para desenvolver esse trabalho, ou seja, do profissional.

O CHA é analisado nos candidatos num processo de seleção para verificar se o profissional possui as características necessárias para o desenvolvimento do seu trabalho.

O CHA significa: Conhecimentos, Habilidades e Atitudes.

Sendo:

C – Conhecimentos que a pessoa precisa apresentar para desenvolver o trabalho e que são adquiridos no decorrer da vida, nas escolas, cursos universitários e técnicos e durante sua trajetória profissional.

H – Habilidades são a capacidade que a pessoa apresenta para realizar o trabalho, é todo o conhecimento que praticamos aperfeiçoado à habilidade.

A – Atitudes é o “fazer”, ou seja, comportamentos que a pessoa apresenta diante de situações e das tarefas que se desenvolve no seu cotidiano.


As empresas durante o processo de Seleção, devem especificar ao candidato qual a função a ser exercida, quais as tarefas e atividades envolvidas no trabalho. Mas em contrapartida, devem analisar o candidato e avaliar se ele apresenta as características necessárias para o desenvolvimento de seu trabalho, ou seja, avaliar o CHA.

Devemos compreender que o mercado de trabalho mudou muito com a internet e a globalização e está cada vez mais exigente e por conta disso as empresas buscam profissionais mais "competentes" e consequentemente, os processos de seleção estão cada vez mais acirrados, as empresas devem minimizar os erros nas seleções e contratar o profissional correto para a oportunidade em aberto, por que após a contratação o profissional será avaliado, para que se possa comparar o perfil apresentado na seleção ao que efetivamente esse colaborador estará agregando para a empresa.

Não passamos a ser mais exigentes nas escolhas que fazemos enquanto consumidores? 

Nos tornamos mais exigentes quanto às altas tecnologias das telecomunicações, da indústria automobilística e das comunicações, não é verdade?

Portanto, nada mais natural que as exigências também ocorram no mercado de trabalho.

Enfim, o CHA faz parte da sua Empregabilidade!

RH não é DP

Devido ao boom demográfico que o Brasil passará nos próximos 30 anos, enfrentaremos o tão comentado Apagão da Mão-de-obra.

Muito disto já tem-se observado: vagas e mais vagas que não se consegue preencher por falta de profissionais qualificados.

A solução para este problema será o Desenvolvimento e Retenção de pessoas.

Há tempo que no Brasil as empresas se prestam a completar a formação dos profissionais com universidades corporativas e planos de treinamentos.

Isto vai se acentuar nos próximos anos. E quem poderá conduzir estes processos?

DP não é RH.

As rotinas de DP estão relacionadas a remuneração, benefícios e processos burocráticos da própria gestão das leis trabalhistas na empresa.

Quem tem a função de treinar, capacitar, mensurar resultado, novamente reciclar, desenvolver ações de retenção de talentos, recrutar e gerenciar diferentes perfis comportamentais, tudo isto é função do profissional de RH ou de gestão de pessoas.

No novo período que o Brasil passará, o papel do RH será fundamental para as empresas se diferenciarem e manterem um bom nível de serviço.

Do contrário, teremos uma rotatividade cada vez mais elevada, vagas desocupadas, baixa produtividade e falta de capacitação para se prestar um serviço de qualidade. Ou seja, teremos acentuado o que temos de ruim no Brasil.

Profissionais de RH, força!


Nossa missão no Brasil é desafiante, mas temos muito, muito a contribuir para o crescimento de uma nação.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O que você quer que aconteça em 2014?

Passada a euforia da virada de ano, a tentação de esquecer os votos feitos na noite de 31 de dezembro é grande. Afinal, a vida parece que volta ao ritmo normal, os novos projetos começam a rivalizar com a rotina e surge aquela dúvida: afinal, foi somente mais um mês do calendário que passou?

Como eu acredito no poder da renovação, e também que janeiro é um mês para, de fato, começar a construir o que foi pensado ou sonhado, invisto parte dos primeiros dias do ano considerando quais são os passos que vão permitir que a minha Wish List de Virada se transforme em realidade. E, normalmente, termino o mês com um Checklist para os desejos do ano, sejam eles pessoais ou profissionais. 

O famoso Checklist é uma ferramenta bastante útil para qualquer planejamento (vale lembrar que raros sucessos acontecem sem planejamento). Partindo de um desejo, de um sonho, de uma vontade ou demanda particular, avaliamos cenários, possibilidades, forças, oportunidades, fraquezas, ameaças;  imaginamos quais são os milestones que vão estabelecer as bases para o alcance desse sonho; que indicadores precisamos ter para  avaliar se estamos na direção correta; compartilhamos e, sobretudo, deixamos isso registrado de alguma forma que nos lembre, de tempos em tempos, onde queremos chegar/ o que queremos alcançar. E, last but not least, preparamos o Checklist, ou seja, a lista de atividades ou tarefas que precisamos concluir para assegurar a entrega de cada etapa do nosso planejamento.

Como há aqueles sonhos que conseguimos concretizar pelo nosso próprio esforço, mas muitos outros para os quais precisamos mobilizar recursos e apoio, é fundamental pensar em quem pode estar conosco nessas iniciativas, afinal, como diz um ditado popular: “Sozinho eu vou mais rápido, juntos vamos mais longe”.

O meu Checklist de 2014 já começou a tomar forma. E você, já pensou no que quer celebrar em dezembro?

A ladra do desenvolvimento

“Medo é uma palavra que não está no meu dicionário, filho!”. Essa frase fácil dos heróis do cinema, desde os filmes clássicos de Bang-Bang até os de aventura que fazem explodir as telas, merece uma atenção especial. Há pessoas que consideram o medo fundamental para que o ser humano tenha freios com relação a suas ações irresponsáveis, perigosas. Ele seria a cura desse mal, consideram. O medo da prisão, da dor, da morte. A punição de forma geral. Essa linha de pensamento, entretanto, está muito distante de criar homens íntegros. Ela apenas reprime a irresponsabilidade e reforça a covardia.

Você, em sã consciência, colocaria sua mão sobre uma chapa de ferro visivelmente incandescente? Tenho certeza que não. E o motivo é o simples fato de saber que isso lhe causará uma tremenda queimadura. Não é medo, é consciência. É justamente ela a responsável principal pelo crescimento de homens moralmente saudáveis. Ao contrário do medo, que paralisa, ou que consegue fazer com que você finja ser o que ainda não é, a consciência move o ser humano no sentido da evolução, da busca pelo melhor para si, para todos, para tudo ao seu redor.

“Meu herói, como ele é forte e corajoso”, suspira a linda mocinha em outra película. Que mulher nunca sonhou em estar na posição dela? E que homem não gostaria de estar no lugar daquele galã? Nesse ponto, a arte imita a vida. Admiramos atos de coragem, que, diga-se de passagem, nada têm a ver com irresponsabilidade. Coragem tem objetivos nobres. Irresponsabilidade, na maioria das vezes, não tem objetivos, ou, se tiver, certamente não merecem ser citados. Radicalmente o oposto. 
 
Os adeptos da covardia são capazes de passar a vida inteira como figurantes de seu próprio filme, deixando que outras pessoas se revezem no foco central da história. Algumas vezes não se importam em ser taxados de omissos.  Outras dão a esse comportamento a aparência de desprendimento, altruísmo ou atitudes nobres similares, para tentar encobrir sua fraqueza. Não que ter momentos de fraqueza seja crime. A falha está em não assumi-la quando escorregamos, em nos apoiarmos nela e ali permanecermos confortavelmente. Como nas aventuras dos grandes espiões, o vilão tem mil faces e treinar nossa capacidade de reconhecer cada uma delas é crucial para um desfecho feliz de nossa missão. E isso é absolutamente possível.

A retomada de seu espaço começa com o desenvolvimento do senso de responsabilidade e da coragem. Esses devem ser alguns dos seus principais atributos no episódio que marca a virada da história de sua vida. Você deve estar ciente de que fugindo das possibilidades de enfrentar conseqüências, às vezes dolorosas, de seus desacertos, também se privará de sentir o incomparável sabor de conquistar aquilo que outrora lhe parecia absolutamente fora de suas possibilidades. Algo, até então, considerado inatingível, mesmo por você.

Muitos querem ser astros aclamados pelo público, mas bem poucos têm coragem de pegar o chamado papel principal, por achar que o sucesso da fita tem como foco seu próprio desempenho. Isso é realmente muito desgastante. Mas só para aqueles que encaram a responsabilidade como um peso. Para as grandes estrelas essa é uma ótima oportunidade para mostrar que estão prontas para os desafios, para as transformações, para o que for necessário. Não por um dia, um ano, ou por muitos anos apenas, mas, como disse Bertold Brecht, por toda a vida. Esses homens são os imprescindíveis. 

Cuide-se para não permitir que fatos irrelevantes se transformem em argumentos estruturais de sua vida e roteirizem seus passos em sentido oposto ao que você deseja. Aprenda a colher experiências boas de todos eles, e coloque-as em primeiro plano. Dispense o resto. Corte as cenas menos relevantes.

Lembre-se que, caso seus joelhos tremam, é direito seu abrir mão de seu papel. Porém, a história de nossas vidas é como o show business, não pode parar. Ela continuará a ser encenada, mesmo sem nossa ativa participação. 


A escolha é sua: sentar na platéia e comer pipoca, ou correr riscos e brilhar no centro de sua estimulante trama.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Domine seus pensamentos

É muito comum as pessoas se sentirem inseguras no momento em que recebem um convite – às vezes uma incumbência – para falar a um grupo de pessoas. E quanto maior o grupo, proporcionalmente cresce o nível de tensão.

São várias as preocupações. Como trabalho treinando pessoas para se apresentar no rádio, na televisão e em palcos como palestrantes, ouço muito: “Tenho pavor de me dar ‘branco”, “Fico com receio do que as outras pessoas vão achar de mim”, “Não sei o que faço com as mãos” e por aí vai. São preocupações naturais que podem e devem ser eliminadas através de treinamento. Mas por onde começar a treinar? Pelos seus pensamentos, sem dúvida.

Veja que quando você se preocupa com o que os outros vão pensar a seu respeito está alimentando algo que pode comprometer o sucesso de qualquer processo de comunicação, sob vários aspectos. 
Um deles diz respeito ao fato de que toda preocupação tende a crescer muito rapidamente se não nos dermos conta dela, tornando-se fator dominante em nossa mente. E toda preocupação se origina do que chamo de “contraste”, ou seja, ela gera imagens mentais opostas a tudo o que você se propõe a alcançar, projeta o seu fracasso imaginário. Ela é uma energia que criada por você mesmo e que pode desequilibrá-lo emocionalmente, sabotar seus objetivos aos poucos. Essa é a base de toda preocupação.

Enganam-se – consciente ou inconscientemente – aqueles que a justificam como algo que denota responsabilidade quanto aos seus compromissos. Quando temos muitos afazeres e obrigações, é certo que devemos nos dedicar a eles, claro. Como quem tem consciência do que deve ser feito. Isso é necessário. Porém, temos de nos concentrar em nossos objetivos com firmeza e isso não deve ser chamado de preocupação, mas foco. Deixar que foco se transforme em preocupação é, de certa forma, irresponsabilidade, pois põe em risco o resultado que é preciso ser alcançado. Substitua a preocupação pela concentração. Uma é o oposto da outra. Concentrados, potencializamos nossas capacidades e buscamos em nós mesmos, no universo, tudo aquilo de que precisamos para chegar onde queremos, criamos uma visão interior do objetivo cumprido e nada mais. Se assim estiver definido dentro de você, assim será. 

Pense comigo, se há algo no mundo que ninguém, além de você mesmo, pode controlar, são seus próprios pensamentos. Você é livre para pensar o que quiser. Sendo assim, porque não pensar o melhor para você? Porque não imaginar que as pessoas vão aprovar sua apresentação, se emocionar com suas histórias, tirar o máximo proveito de todos os conhecimentos que você organizou para levar até elas? Penso que agir assim seja uma decisão sábia. Reforçar pensamentos dessa natureza o fará sentir-se mais relaxado, mais consciente de seu papel e, claro, seguro o bastante para transmitir credibilidade ao público que lhe acompanha. Adianto, que, ainda que lhe pareça difícil, treine seus pensamentos para que eles trabalhem em seu benefício. Apague hábitos perniciosos ao seu crescimento e comece agora. 

Outro ponto fundamental é o nosso público que fica de fora nos assistindo enquanto estamos muito ocupados conosco em nosso diálogo interno. Não devemos nos dividir com outros assuntos que não sejam pertinentes ao tema sobre o qual falamos e, diga-se de passagem, nossas preocupações particulares não dizem respeito a nossa audiência. Não levar isso em conta é desrespeitar todas aquelas pessoas que estão diante de você para ouvir algo esclarecedor e nada além disso. Preocupações excessivas da parte de quem comunica algo tornam o desenvolvimento do tema “amarrado”, desagradável e confuso, sem conseguir despertar o mínimo grau de interesse por parte da audiência. Esse estado emocional vai se agravando a medida que nos damos conta desse quadro, e revertê-lo se torna cada vez mais difícil, sobretudo quando não se tem conhecimento do processo.

A explicação é bastante simples. Não devemos nos dividir enquanto transmitimos algo, pois isso faz com que uma parte importante de nossa atenção – muitas vezes a maior parte dela – fique dedicada a fatores irrelevantes à nossa apresentação. Isso faz com que processo tenha um resultado insatisfatório para o púbico.

A partir de agora passe a apresentar palestras, programas de TV, de rádio ou o que for, aí mesmo na sua casa. Defina um tema, estude-o, crie um modelo de apresentação e faça seu trabalho. Você pode falar em voz alta, ou até em pensamento. Sim, na imaginação. Crie situações mentais mais próximas do real possível. Enfrente-as, vivencie-as emocionalmente, protagonize cada uma delas visualizando seu sucesso com a maior riqueza de detalhes que puder. Fazendo esse exercício constantemente você estará amadurecendo seu equilíbrio emocional e construindo o comunicador que deseja ser.

Caso você já tenha enfrentado uma situação dessas antes sem o êxito esperado, entenda que isso é passado e não tem poder algum sobre sua vida hoje. Comece já a mudar essa história.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A falibilidade das pessoas

Muito se tem falado e escrito sobre a melhoria da Qualidade e da Competitividade. Mas pouco tem sido mencionado sobre o gerenciamento dos erros, das falhas e dos desperdícios generalizados ocorridos nas empresas, como consequência de suas inúmeras atividades. São fatos que ocorrem em todas as ações empresariais, sejam em atividades administrativas, de operações, dos processos ou de planejamentos estabelecidos, gerando alto custo e perda da competitividade.

Isto tem sido verificado nos segmentos industriais, comerciais, governamentais e pasmem até nas organizações religiosas. Gostaria de chamar a atenção dos leitores, principalmente dos nossos empresários, para o foco central de toda esta problemática que vem comprometendo e colocando em risco a sobrevivência de muitas organizações.

Tratarei aqui de uma visão holística dos comportamentos das pessoas e suas influências nos erros, falhas e desperdícios que, muitas vezes, colocam empresas em situações de um verdadeiro colapso administrativo. Ter uma visão sistêmica dos fatos geradores de um caos que "bate à porta", poderá ser a tábua de salvação para muitas organizações que pretendem melhorar a Qualidade e a Competitividade de seus produtos e serviços. Passar por uma renovação no modo de enfrentar este conjunto de situações é urgente por parte de nossos empresários.

Primeiramente, vamos fazer algumas perguntas de grande interesse no esclarecimento deste assunto:

Afinal, por que erros, falhas e desperdícios ocorrem com tanta frequência? O ser humano por natureza é falível e não confiável? Seria possível melhorar a Qualidade e a Competitividade de uma empresa, sem eliminar ou diminuir os erros, as falhas e os desperdícios tanto das operações quanto como dos processos, das atitudes, das decisões e dos planejamentos? Enfim, é possível apresentar melhoras expressivas em todas as áreas de atuação do ser humano?

Pesquisas apontam que o custo advindo dos erros, das falhas e dos desperdícios compromete a sobrevivência de inúmeras organizações em todo o mundo. Precisamos salientar que as consequências atingem principalmente as pequenas e as médias empresas. Afinal, o que podemos fazer para eliminar ou diminuir os reflexos de uma situação tão negativa e presente no âmbito corporativo? Como dotar nossos empresários de ferramentas e mecanismos para enfrentar estes fatores dilaceram as empresas?
Tendo como principal variável a personalidade do ser humano, temos visto por experiência que cinco fatores básicos podem ser trabalhados preventivamente, para prevenir e evitar esse quadro problemático.

Primeiro Fator - O Potencial Mental. Para que uma atividade seja realizada com expressiva Qualidade e Competitividade, é necessário que o executor tenha o potencial mental, indispensável ao exercício daquela função.

Segundo Fator - A Motivação Incorreta. Conhecer e alinhar os comportamentos das pessoas com a missão e os valores da empresa. Trabalhar os talentos, para que esses se mantenham distantes de comportamentos indesejáveis em suas concepções, seus valores, suas atitudes, seus interesses ou em suas culturas poderá evitar a evidência constante das falhas e dos desperdícios nas atividades laborais.

Terceiro Fator - A Aptidão. Milhares de situações são provocadas por pessoas colocadas para trabalhar em funções que não se adequam aos seus perfis. Assim, qualificar melhor as pessoas para as suas funções poderá ser um grande diferencial na diminuição das falhas nas atividades.

Quarto Fator - A Falta da Informação Correta. A melhoria da Qualidade e da Competitividade, em qualquer atividade, passa sem a menor sombra de dúvida pela melhora das informações necessárias à perfeita execução das tarefas. Milhares de equívocos ocorrem nas empresas por falta das informações corretas que nunca estão ao alcance das pessoas.

Quinto Fator - A Falta do Conhecimento. Por não ter o devido conhecimento de suas funções dos profissionais são levados a cometerem erros diários. Aqui destaca-se o domínio de competências técnicas e comportamentais. Além disso, em muitas empresas as pessoas desconhecem o que as empresas esperam delas.


Concluindo, podemos verificar que a melhoria da Qualidade e da Competitividade nas nossas empresas passa expressivamente pela educação das pessoas. Investir mais nos treinamentos comportamentais para educar o ser humano é fundamental para a eliminação e a diminuição de fatos errôneos. Portanto, a melhoria da confiabilidade do ser humano passa inexoravelmente pelos treinamentos, preparando o colaborador para que ele desenvolva suas funções corretamente ou, no mínimo, com uma margem de falhas inexpressiva.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Férias

O que são mesmo férias? Para muitos, é tempo de fazer todos os exames médicos que não fez durante o ano, de remodelar a silhueta ou a casa, de organizar papéis, cabeça e coração, de comprar mais uma inutilidade ou um bem supérfluo, de reformar roupas e estilo de vida, de pôr em ordem a bagunça da casa ou da mente, tudo que não fez antes. Queremos ocupar o tempo (finalmente ocioso) e substituir os compromissos profissionais por outros, da vida particular, não menos exigentes.
Férias é um tempo de suspensão das atividades, hora de parada para recompor forças, de recobrar energia e de reavivar o sentido da vida. Tempo de não fazer. De não se exigir tanto. De não planejar cada dia, de não se escravizar pela agenda, pelo toque incessante do celular, pelas múltiplas tarefas. Um período de descanso mesmo, de fazer um intervalo na vida. De se dar um tempo, de se permitir o ócio, a preguiça sem culpa, o repouso do guerreiro. Um tempo de quietação.
Não é fácil entrar em férias por não sabermos o que fazer com tanto tempo livre. Poucos sabem usufruir esse intervalo entre os afazeres, porque muitos sempre estão ocupados demais e em contato precário – quando não inexistente – consigo. Por isso, ao marcar as férias arrumam logo o que fazer. Muito, se possível, para preencher todas as horas. Para se lotar de compromissos, para que os dias não se esvaziem e para que a rotina apenas troque de roupa, mas continue como o algoz de todos os dias. Manter-se permanentemente ocupado é um jeito de fugir da própria companhia.
Marcamos viagens que nem sempre valem viver e voltamos tantas vezes mais cansados do que ao sair de casa. Vamos a lugares da moda, para justificar aos outros as férias que, devíamos lembrar, são nossas. Fazemos muita coisa, ocupamos completamente os dias até o retorno ao trabalho. Se fazemos o contrário, ficando no nosso recanto, num estado contemplativo, de apreciação do nosso lar e das pessoas mais amadas e próximas, com as quais convivemos menos do que seria desejável e necessário, padecemos de um juízo alheio estranho, que nos aplicam sem direito à defesa.
O mundo consumista ignora as riquezas da vida interior, desconhece as necessárias viagens de conhecimento pelos caminhos do coração, a importância das peregrinações pelos lugares onde andam as nossas emoções. Quem habita esse mundo desatento geralmente se surpreende se não temos respostas que correspondam às expectativas. Aliás, não fazer igual à maioria sempre surpreende, e, não raro, assusta. A previsibilidade é confortável, pois não pega desprevenido. E a nossa necessidade de aprovação, a pouca consciência da nossa própria identidade nos faz agir segundo o esperado, e isso muitas vezes é exatamente o avesso do nosso querer.
Férias é tempo de descanso, de estar conosco, de reorganização emocional e física. Não precisamos arrumar o que fazer. Podemos não fazer coisa alguma. Há quanto tempo tudo na vida está agendado? Nas férias, podemos escolher o que queremos (ou não) fazer e não continuar escravos do que os outros querem, exigem ou esperam de nós. E se perguntarem o que fizemos nas férias, podemos responder com um sorriso sereno e belo: “Fiquei em excelente companhia. Comigo”. Só nós saberemos o que isso significa, mas nem tudo se explica. A gente precisa viver para saber.